A Agência Peixe Vivo participou, no dia 12 de agosto, em Vitória (ES), do 7º Encontro de Comitês de Bacias Hidrográficas do Espírito Santo (ECOB 2026), promovido pelo Fórum Capixaba de Comitês de Bacias Hidrográficas (FCCBH). O evento reuniu representantes de comitês de bacias, órgãos gestores, entidades delegatárias e instituições que atuam na gestão dos recursos hídricos para discutir os desafios e as perspectivas da implementação da política de recursos hídricos.
Com o tema “Agências de Bacia – Evolução e Desafios dos Sistemas de Gerenciamento de Recursos Hídricos”, o encontro contou com uma programação voltada à discussão de modelos institucionais, mecanismos de financiamento e fortalecimento da gestão descentralizada e participativa das águas.
A diretora geral da Agência Peixe Vivo, Rúbia Mansur, participou do painel que reuniu experiências de diferentes entidades que atuam na gestão de recursos hídricos. Ao lado de representantes da AGEVAP, da Fundação PCJ e da ABHA, Rúbia apresentou a experiência da Agência Peixe Vivo e os aprendizados acumulados a partir de sua atuação em diferentes territórios.
Durante sua apresentação, Rúbia destacou a experiência da Agência Peixe Vivo na Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, marcada pela grande extensão territorial, diversidade de contextos regionais, múltiplos usos da água e complexidade da articulação institucional. A APV atua atualmente em seis estados e no Distrito Federal, com seis escritórios regionais e cinco contratos de gestão.
Entre os temas abordados esteve a cobrança pelo uso da água como instrumento de fortalecimento da gestão e de impulsionamento de investimentos nas bacias. A experiência apresentada também chamou atenção para desafios atuais, como o crescimento da inadimplência em determinados segmentos de usuários e a necessidade de ampliar a comunicação sobre os resultados gerados a partir dos recursos da cobrança, fortalecendo especialmente a relação com os usuários.
“A experiência da Agência Peixe Vivo demonstra que a maturidade institucional é construída gradualmente, por meio da confiança entre Comitês, poder público, usuários e sociedade. O modelo de agência de bacia precisa estar conectado à realidade de cada território, mas alguns princípios são fundamentais: boa governança, transparência, capacidade técnica e cooperação.”, destacou Rúbia Mansur.
A diretora também apresentou a experiência do Pacto da Integração, desenvolvido em Minas Gerais, destacando que a integração entre estruturas não significa perda de autonomia dos Comitês, mas pode representar ganhos de eficiência, redução de custos operacionais, compartilhamento de equipe técnica especializada, padronização de processos e fortalecimento institucional.
Outro ponto apresentado foi a atuação integrada da Agência Peixe Vivo na execução de projetos, com destaque para iniciativas de saneamento rural. A experiência demonstra como a integração pode contribuir para maior celeridade, otimização da aplicação dos recursos e padronização dos critérios de seleção.
Experiência que contribui para o debate no Espírito Santo
Ao compartilhar sua trajetória, a Agência Peixe Vivo contribuiu para as discussões sobre os diferentes modelos de estruturação de agências de bacia que podem ser considerados no Espírito Santo, ressaltando que a escolha deve considerar as características, a arrecadação, a capacidade financeira e as necessidades de cada território.
Para a Agência Peixe Vivo, a participação no ECOB 2026 representa uma oportunidade de troca de experiências e fortalecimento da cooperação entre instituições que atuam na gestão das águas, contribuindo para o aprimoramento dos modelos de governança e para a construção de soluções que ampliem a capacidade de implementação das políticas públicas de recursos hídricos.
O 7º ECOB foi realizado no Auditório do Instituto Federal do Espírito Santo (IFES), Campus Vitória, e também contou com debates sobre o Contrato de Gestão e os mecanismos para otimizar a aplicação dos recursos da cobrança, além de uma mesa temática sobre os desafios relacionados às secas e enchentes e à implementação da política estadual de recursos hídricos.
ASCOM APV


